Lisboa, com as suas colinas íngremes e ruas sinuosas, é uma cidade que convida a explorar cada canto. Mas para quem visita ou vive na capital portuguesa, deslocar-se de forma eficiente é essencial. O metro de Lisboa surge como uma solução rápida, económica e prática, ligando pontos estratégicos da cidade, desde o aeroporto até aos bairros históricos. Em 2026, com a crescente procura por mobilidade urbana sustentável, entender como comprar e usar os bilhetes metro Lisboa torna-se ainda mais relevante. Este guia oferece tudo o que precisa saber para navegar pela rede como um verdadeiro lisboeta, desde as tarifas atualizadas até dicas para evitar filas e otimizar o seu tempo.
Seja para um turista que quer visitar o Castelo de São Jorge ou um residente que precisa de chegar ao trabalho sem stress, dominar o sistema de transportes públicos é a chave para uma experiência fluida. Com opções como o cartão Viva Viagem, pagamentos contactless e passes diários, Lisboa oferece flexibilidade para todos os tipos de utilizadores. Além disso, a rede de metro, com as suas quatro linhas coloridas, é um espetáculo à parte, onde arte e funcionalidade se encontram em estações como a do Oriente ou a Alameda. Prepare-se para descobrir como usar o metro Lisboa 2026 de forma inteligente e económica.
Em breve
- Cartão Viva Viagem: o essencial para usar metro, autocarros e elétricos, com custo inicial de 0,50€.
- Tarifas metro Lisboa 2026: bilhete simples a 1,85€, zapping a 1,66€ por viagem e passe diário por 6,80€.
- Linhas do metro: quatro linhas (Azul, Verde, Amarela e Vermelha) que ligam aeroporto, centro histórico e zonas residenciais.
- Pagamento contactless: opção prática para quem prefere evitar cartões físicos, com o mesmo preço do bilhete simples.
- Passe Navegante: ideal para estadias longas, com opções municipal (30€) e metropolitano (40€).
- Dicas de segurança: cuidado com carteiristas no elétrico 28 e valide sempre o cartão na saída.
- Aplicações úteis: Citymapper e Google Maps para planear rotas em tempo real.
- Descontos: crianças até 3 anos viajam gratuitamente e maiores de 65 têm tarifas reduzidas.
O cartão Viva Viagem: a chave para os transportes em Lisboa
Para quem chega a Lisboa, o cartão Viva Viagem é o primeiro passo para explorar a cidade sem complicações. Este cartão recarregável, que custa apenas 0,50€, é a porta de entrada para o sistema de transportes públicos da capital. Funciona em metro, autocarros, elétricos, comboios urbanos da CP e até nos elevadores da cidade, como o famoso Elevador de Santa Justina. A sua versatilidade torna-o indispensável, seja para um turista que quer visitar Belém ou para um residente que precisa de chegar ao trabalho em Odivelas.
O processo de compra é simples. As máquinas automáticas disponíveis em todas as estações de metro permitem adquirir o cartão em poucos minutos. Basta inserir o valor desejado (seja para um bilhete simples, zapping ou passe diário) e o cartão fica pronto a usar. Para quem prefere evitar filas, os balcões de atendimento da Carris ou do Metropolitano de Lisboa também oferecem o serviço, com assistência personalizada. Uma vez carregado, o cartão pode ser utilizado durante um ano, tornando-se um investimento mínimo para quem planeia usar os transportes com frequência.
Mas o que torna o Viva Viagem tão prático é a sua compatibilidade com diferentes tipos de carregamento. Para quem faz poucas viagens, o zapping é a opção mais económica, com cada viagem a custar 1,66€. Já para quem pretende explorar a cidade sem limites, o passe diário, a 6,80€, permite viagens ilimitadas em metro, autocarros e elétricos durante 24 horas. Esta flexibilidade é ideal para turistas que querem visitar vários pontos turísticos num só dia, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, sem se preocupar com custos adicionais.
Além disso, o Viva Viagem pode ser combinado com o Lisboa Card, um passe que inclui não só transportes ilimitados, mas também entrada gratuita ou com desconto em mais de 25 atrações turísticas. A partir de 22€, esta opção é perfeita para quem quer maximizar a sua estadia na cidade. Por exemplo, um dia de passeio pelo centro histórico, com visita ao Castelo de São Jorge e ao Oceanário, pode ser feito sem stress, sabendo que todos os transportes e entradas estão cobertos. Para quem planeia uma viagem mais longa, o Lisboa low cost oferece dicas valiosas para poupar ainda mais.
Outra vantagem do Viva Viagem é a possibilidade de o partilhar entre várias pessoas, desde que cada uma valide o seu bilhete individualmente. No entanto, é importante lembrar que o cartão não pode ser usado simultaneamente por mais de uma pessoa. Esta regra é especialmente relevante para famílias ou grupos de amigos que viajam juntos, garantindo que todos cumprem as normas de utilização. Para quem viaja com crianças, o cartão Navegante Infantil oferece transporte gratuito para os mais pequenos, desde que acompanhados por um adulto com título válido.
Em 2026, com a crescente digitalização dos serviços, o Viva Viagem continua a ser uma opção fiável, mas já não é a única. Os pagamentos contactless, introduzidos em 2023, permitem que os utilizadores entrem e saiam do metro com um simples toque do cartão bancário ou telemóvel. Esta inovação tem vindo a ganhar popularidade, especialmente entre os turistas que preferem evitar a compra de cartões físicos. No entanto, para quem planeia usar os transportes com frequência, o Viva Viagem mantém-se como a opção mais económica e prática.
Como comprar bilhetes metro Lisboa: métodos e preços em 2026
Comprar bilhetes metro Lisboa em 2026 é um processo simples, mas que exige atenção aos detalhes para evitar surpresas. A cidade oferece várias opções de pagamento, adaptadas às necessidades de residentes e turistas. Desde o tradicional cartão Viva Viagem até aos modernos pagamentos contactless, cada método tem as suas vantagens e desvantagens. Conhecer estas opções é fundamental para escolher a que melhor se adapta ao seu perfil de utilização.
O método mais comum continua a ser o cartão Viva Viagem, que pode ser adquirido nas máquinas automáticas das estações de metro ou nos balcões de atendimento. Com um custo inicial de 0,50€, o cartão pode ser carregado com diferentes tipos de títulos, dependendo da frequência de utilização. Para quem faz apenas uma ou duas viagens por dia, o bilhete simples, a 1,85€, é a opção mais direta. No entanto, se o plano incluir várias deslocações, o zapping, com um custo de 1,66€ por viagem, é mais económico. Esta opção permite carregar um saldo no cartão e utilizá-lo conforme necessário, sem a preocupação de comprar bilhetes individuais.
Para quem pretende explorar Lisboa durante um dia inteiro, o passe diário é a escolha ideal. Por 6,80€, este passe oferece viagens ilimitadas em metro, autocarros e elétricos durante 24 horas. É uma opção particularmente vantajosa para turistas que querem visitar vários pontos turísticos num só dia, como a Alfama, o Chiado e o Parque das Nações. Além disso, o passe pode ser combinado com o Lisboa Card, que inclui entradas em atrações turísticas, como o Oceanário de Lisboa ou o Museu Nacional do Azulejo. Para quem procura uma experiência ainda mais completa, o Jardim Zoológico de Lisboa é uma excelente opção para um dia em família.
Uma das inovações mais recentes no sistema de transportes de Lisboa é a possibilidade de usar pagamentos contactless. Desde 2023, os utilizadores podem entrar e sair do metro aproximando o cartão bancário ou o telemóvel (com Apple Pay ou Google Pay) dos leitores dos torniquetes. Cada viagem custa 1,85€, o mesmo que um bilhete simples, e o valor é automaticamente debitado da conta. Esta opção é especialmente conveniente para turistas que não querem lidar com cartões físicos ou filas nas máquinas de venda. No entanto, é importante lembrar que o mesmo cartão ou dispositivo deve ser usado na entrada e na saída, caso contrário, o sistema não regista a viagem corretamente.
Para quem planeia ficar em Lisboa por mais tempo, os passes mensais Navegante são uma excelente opção. Existem duas modalidades: o Navegante Municipal, que custa 30€ e permite viagens ilimitadas dentro do concelho de Lisboa, e o Navegante Metropolitano, a 40€, que abrange toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Esta última opção é ideal para quem precisa de se deslocar para municípios vizinhos, como Sintra ou Cascais. Ambos os passes incluem metro, autocarros, elétricos, comboios urbanos da CP e até barcos, tornando-os numa solução completa para quem depende dos transportes públicos no dia a dia.
Os descontos são outro aspeto importante a considerar. Crianças até aos 3 anos viajam gratuitamente, desde que acompanhadas por um adulto com título válido. Dos 4 aos 12 anos, o cartão Navegante Infantil oferece transporte gratuito, enquanto os maiores de 65 anos beneficiam de descontos em passes mensais e bilhetes ocasionais. Estudantes também podem ter acesso a tarifas reduzidas, mediante a apresentação de comprovativo escolar. Para usufruir destes benefícios, é necessário adquirir um cartão Navegante personalizado, que pode ser solicitado online ou presencialmente nas bilheteiras da Carris ou do Metropolitano de Lisboa.
Independentemente do método escolhido, é fundamental validar sempre o cartão ou o dispositivo contactless na entrada e na saída do metro. Esta regra aplica-se tanto ao Viva Viagem como aos pagamentos contactless, e o seu incumprimento pode resultar em multas. Além disso, é importante planear as viagens com antecedência, especialmente nas horas de ponta, para evitar aglomerações e garantir uma experiência mais confortável. Com estas informações, comprar bilhetes metro Lisboa em 2026 torna-se uma tarefa simples e intuitiva, permitindo que se concentre no que realmente importa: explorar a cidade.
Rede metro Lisboa 2026: linhas, estações e ligações essenciais
A rede metro Lisboa é uma das mais eficientes da Europa, com quatro linhas que cobrem os principais pontos da cidade e arredores. Em 2026, o sistema continua a ser uma peça fundamental na mobilidade urbana, ligando zonas residenciais, comerciais e turísticas de forma rápida e económica. Cada linha tem a sua cor e personalidade, refletindo não só a geografia da cidade, mas também a sua riqueza cultural. Conhecer as linhas e as suas ligações é essencial para quem quer explorar Lisboa sem perder tempo em transbordos desnecessários.
A Linha Azul (), também conhecida como Linha da Gaivota, é uma das mais antigas e icónicas. Liga Santa Apolónia, no coração histórico da cidade, à Reboleira, na zona ocidental. Esta linha passa por pontos turísticos como a Baixa-Chiado e o Marquês de Pombal, além de oferecer ligação direta à estação de comboios de Santa Apolónia, ideal para quem chega de outras regiões de Portugal. A estação do Terreiro do Paço, com os seus azulejos que contam a história dos Descobrimentos, é um exemplo de como o metro de Lisboa alia funcionalidade e arte.
A Linha Amarela (), ou Linha do Girassol, estende-se de Odivelas até ao Rato, passando por zonas como o Saldanha e o Marquês de Pombal. É uma linha essencial para quem precisa de se deslocar entre o norte e o centro da cidade, com ligações a outras linhas em pontos estratégicos. A estação do Campo Grande, por exemplo, é um importante hub de transportes, onde é possível fazer transbordo para a Linha Verde e para vários autocarros que servem a zona universitária e o Estádio da Luz.
A Linha Verde (), ou Linha da Caravela, liga Telheiras ao Cais do Sodré, passando pela Alameda e pela Baixa-Chiado. Esta linha é particularmente útil para quem quer chegar ao centro histórico ou ao rio Tejo, onde se encontra o terminal de cruzeiros e o Mercado da Ribeira. A estação do Cais do Sodré é também um ponto de ligação aos comboios para Cascais, tornando-a uma opção popular para quem quer explorar a linha de costa. Para mais informações sobre como chegar a Cascais, consulte o guia Ir a Cascais desde Lisboa.
A Linha Vermelha (), ou Linha do Oriente, é a mais recente e a que oferece a ligação mais direta ao Aeroporto de Lisboa. Esta linha liga o aeroporto ao centro da cidade em cerca de 25 minutos, passando por estações como a Alameda e o São Sebastião. É uma opção indispensável para turistas que chegam de avião e querem chegar rapidamente ao alojamento ou aos principais pontos turísticos. A estação do Oriente, com a sua arquitetura futurista, é um dos exemplos mais impressionantes da integração entre arte e funcionalidade no metro de Lisboa.
As estações de transbordo são pontos-chave na rede metro Lisboa 2026, permitindo que os passageiros mudem de linha sem sair do sistema. As principais estações de troca são:
- Marquês de Pombal: ligação entre as Linhas Azul e Amarela, ideal para quem se desloca entre o centro e o norte da cidade.
- Campo Grande: ponto de ligação entre as Linhas Amarela e Verde, com acesso a autocarros para zonas como a Cidade Universitária.
- Alameda: transbordo entre as Linhas Verde e Vermelha, facilitando o acesso ao aeroporto e ao Parque das Nações.
- São Sebastião: ligação entre as Linhas Azul e Vermelha, permitindo deslocações rápidas entre o centro e o aeroporto.
Além das linhas principais, o metro de Lisboa oferece ligações a outros meios de transporte, como autocarros, elétricos e comboios urbanos. A estação do Cais do Sodré, por exemplo, é um ponto de partida para os comboios para Cascais e para os barcos que atravessam o Tejo. Já a estação de Santa Apolónia oferece ligação aos comboios de longo curso, ideais para quem quer explorar outras regiões de Portugal. Esta integração entre diferentes modos de transporte torna o sistema de Lisboa um dos mais completos da Europa.
Em 2026, a rede metro Lisboa continua a evoluir, com projetos de expansão e modernização em curso. Uma das novidades é a melhoria da acessibilidade nas estações, com a instalação de mais elevadores e rampas para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, estão a ser implementadas medidas para aumentar a frequência dos comboios nas horas de ponta, reduzindo o tempo de espera e melhorando a experiência dos utilizadores. Estas melhorias refletem o compromisso da cidade com um sistema de transportes público cada vez mais eficiente e inclusivo.
Dicas práticas para usar o metro Lisboa como um local
Usar o metro Lisboa como um verdadeiro lisboeta requer mais do que apenas conhecer as linhas e os preços. É preciso dominar os pequenos truques que tornam a experiência mais fluida e agradável, desde evitar as horas de ponta até saber quais as estações com melhor acessibilidade. Lisboa é uma cidade de contrastes, onde a modernidade do metro se cruza com a tradição das suas ruas, e conhecer estes detalhes faz toda a diferença.
Uma das primeiras dicas é evitar as horas de ponta, especialmente entre as 8h e as 9h30 da manhã e entre as 17h e as 19h. Nestes períodos, as estações ficam lotadas, e os comboios enchem-se rapidamente, tornando a viagem menos confortável. Se precisar de se deslocar nestes horários, tente planear a sua viagem com antecedência, usando aplicações como o Citymapper ou o Google Maps para encontrar rotas alternativas. Estas apps fornecem informações em tempo real sobre a lotação dos comboios e sugerem os melhores horários para viajar, ajudando a evitar aglomerações.
Outro aspeto importante é a segurança. Embora Lisboa seja uma cidade relativamente segura, é sempre bom estar atento, especialmente em estações turísticas como a Baixa-Chiado ou o Rossio. Os carteiristas tendem a agir em zonas movimentadas, por isso, mantenha a sua carteira e telemóvel em locais seguros, de preferência à frente do corpo. No elétrico 28, um dos mais famosos da cidade, esta precaução é ainda mais relevante, devido à grande afluência de turistas. Além disso, evite exibir objetos de valor, como câmaras fotográficas ou joias, para não atrair atenções indesejadas.
A validação do cartão é um passo que muitos turistas esquecem, mas que é fundamental para evitar multas. Ao entrar no metro, é necessário passar o cartão Viva Viagem ou o dispositivo contactless no leitor do torniquete. O mesmo se aplica na saída, onde deve voltar a validar o cartão para que as portas se abram. Este processo é obrigatório, mesmo que já tenha pago na entrada. Se não validar o cartão à saída, o sistema não regista a viagem corretamente, e poderá ser multado em caso de fiscalização. Para quem usa o zapping, é importante verificar o saldo do cartão antes de entrar no metro, para evitar surpresas desagradáveis.
Para quem viaja com bagagem, é essencial conhecer as regras do metro. Malas de tamanho médio são permitidas, desde que não bloqueiem a passagem ou ocupem lugares sentados. No entanto, durante as horas de ponta, é aconselhável evitar viajar com bagagem volumosa, para não incomodar os outros passageiros. Se precisar de guardar a sua mala por algumas horas, existem vários serviços de depósito de bagagens perto das principais estações, como o Rossio ou o Cais do Sodré. Estes serviços são seguros e práticos, permitindo que explore a cidade sem o peso das malas.
As estações de metro de Lisboa são também um espetáculo à parte, com obras de arte que transformam cada paragem numa experiência cultural. A estação da Alameda, por exemplo, é famosa pelos seus painéis de azulejos que retratam a história de Portugal. Já a estação do Oriente, com a sua arquitetura futurista, é um dos exemplos mais impressionantes da integração entre arte e funcionalidade. Para quem gosta de fotografia, estas estações são paragens obrigatórias, oferecendo cenários únicos para capturar a essência da cidade. Além disso, algumas estações têm exposições temporárias, que valem a pena ser exploradas.
Se pretende explorar Lisboa de forma económica, o passe diário é uma excelente opção. Por 6,80€, permite viagens ilimitadas em metro, autocarros e elétricos durante 24 horas. Esta opção é ideal para quem quer visitar vários pontos turísticos num só dia, como o Castelo de São Jorge, o Mosteiro dos Jerónimos e o Oceanário. Além disso, o passe pode ser combinado com o Lisboa Card, que inclui entradas em atrações turísticas, permitindo poupar ainda mais. Para mais dicas sobre como explorar Lisboa sem gastar muito, consulte o guia Dicas para Lisboa barata.
Por fim, é importante conhecer as limitações do metro. Embora a rede cubra grande parte da cidade, existem zonas que não são servidas pelo metro, como Belém, Alfama ou o Castelo de São Jorge. Nestes casos, é necessário recorrer a outros meios de transporte, como autocarros ou elétricos. O elétrico 28, por exemplo, é uma excelente opção para explorar o centro histórico, oferecendo uma viagem pitoresca pelas ruas estreitas de Lisboa. Já os autocarros complementam a rede de metro, chegando a zonas onde o metro não vai, como a Ajuda ou a Graça.
Alternativas ao metro: quando e como usar outros transportes em Lisboa
Embora o metro Lisboa seja uma das formas mais rápidas e económicas de se deslocar na capital, existem situações em que outros meios de transporte podem ser mais vantajosos. Lisboa oferece uma variedade de opções, desde elétricos históricos até autocarros modernos e serviços de ride-sharing, cada um com as suas particularidades. Saber quando e como usar estas alternativas pode poupar tempo, dinheiro e até proporcionar experiências únicas pela cidade.
Os elétricos são um dos símbolos de Lisboa e uma excelente opção para explorar zonas históricas onde o metro não chega. O elétrico 28, por exemplo, é um dos mais famosos, percorrendo um trajeto pitoresco que passa por bairros como a Graça, Alfama e o Chiado. Este percurso oferece vistas deslumbrantes sobre a cidade e é uma forma encantadora de descobrir Lisboa, especialmente para quem gosta de fotografia. No entanto, devido à sua popularidade, o elétrico 28 costuma estar cheio de turistas, o que pode tornar a viagem menos confortável. Para evitar as multidões, uma dica é apanhá-lo nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde.
Outra linha de elétrico que vale a pena explorar é a 15E, que liga o centro da cidade a Belém. Esta linha é ideal para quem quer visitar o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém ou o Museu dos Coches, sem depender do metro. O trajeto ao longo do rio Tejo é particularmente bonito, especialmente ao pôr do sol, quando a luz dourada reflete nas águas. Além disso, o elétrico 15E é menos turístico do que o 28, oferecendo uma experiência mais tranquila. Para quem planeia um dia em Belém, esta é uma opção prática e económica, com bilhetes que podem ser carregados no cartão Viva Viagem.
Os autocarros complementam a rede de metro, chegando a zonas onde o metro não vai. Lisboa tem uma extensa rede de autocarros, com linhas que servem praticamente todos os bairros da cidade. Uma das vantagens dos autocarros é a sua flexibilidade, permitindo que os passageiros cheguem a destinos específicos sem necessidade de transbordos. Por exemplo, a linha 759 liga o Campo Grande ao Restauradores, passando por zonas como a Alameda e a Avenida da Liberdade, enquanto a linha 720 liga o Alcântara ao Oriente, servindo o Parque das Nações. Estas linhas são ideais para quem quer explorar Lisboa fora dos circuitos turísticos tradicionais.
Para quem prefere uma opção mais confortável e privada, os serviços de ride-sharing, como o Uber ou o Bolt, são uma alternativa prática. Estes serviços são especialmente úteis à noite, quando o metro e os autocarros têm horários mais reduzidos, ou para deslocações em grupo, onde o custo por pessoa pode ser inferior ao de um táxi tradicional. Além disso, os preços em Lisboa são relativamente acessíveis quando comparados com outras capitais europeias, tornando esta opção viável para quem procura conveniência. No entanto, é importante ter em conta que, durante as horas de ponta ou em dias de grande afluência, como feriados ou eventos especiais, os preços podem subir devido à procura.
Os táxis tradicionais continuam a ser uma opção fiável, especialmente para quem precisa de um serviço porta-a-porta. Em Lisboa, os táxis são regulamentados e têm tarifas fixas para algumas deslocações, como a viagem entre o aeroporto e o centro da cidade. Esta transparência é uma vantagem para os turistas, que podem saber antecipadamente quanto vão pagar. Além disso, os táxis estão disponíveis 24 horas por dia, o que os torna uma opção segura para quem chega tarde ou precisa de se deslocar de madrugada. Para chamar um táxi, pode usar aplicações como a Free Now ou simplesmente apanhá-lo na rua, onde são facilmente identificáveis pela sua cor preta e verde.
Para quem quer explorar os arredores de Lisboa, os comboios urbanos da CP são uma excelente opção. A linha de Cascais, por exemplo, liga o Cais do Sodré a Cascais em cerca de 40 minutos, passando por praias como a de Carcavelos e a Estoril. Esta linha é ideal para um dia de praia ou para visitar a pitoresca vila de Cascais. Já a linha de Sintra liga o Rossio a Sintra em cerca de 40 minutos, permitindo explorar o Palácio da Pena, a Quinta da Regaleira e outros pontos turísticos da região. Ambas as linhas são integradas no sistema de transportes públicos, o que significa que pode usar o cartão Viva Viagem ou o passe Navegante para pagar as viagens.
Em 2026, Lisboa continua a investir na modernização dos seus transportes públicos, com projetos que visam melhorar a acessibilidade e a eficiência. Uma das novidades é a expansão da rede de bicicletas partilhadas, que permite alugar uma bicicleta por um período curto e devolvê-la noutro ponto da cidade. Esta opção é ideal para quem quer explorar Lisboa de forma sustentável e saudável, especialmente em zonas como o Parque das Nações ou a zona ribeirinha. Além disso, estão a ser implementadas ciclovias em várias partes da cidade, tornando o uso da bicicleta mais seguro e acessível.
Por fim, é importante mencionar os barcos que atravessam o rio Tejo, ligando Lisboa a Almada e ao Seixal. Estas travessias são uma forma rápida e pitoresca de chegar à margem sul do Tejo, onde se encontra o Cristo Rei e a cidade de Almada. Os barcos são operados pela Transtejo e pela Soflusa, e os bilhetes podem ser carregados no cartão Viva Viagem ou no passe Navegante Metropolitano. Esta opção é ideal para quem quer fugir do bulício da cidade e desfrutar de uma vista única sobre Lisboa.
Posso usar o mesmo cartão Viva Viagem para várias pessoas?
Não, o cartão Viva Viagem só pode ser usado por uma pessoa de cada vez. Embora possa ser partilhado entre várias pessoas, cada uma deve validar o seu bilhete individualmente nos torniquetes. Esta regra aplica-se tanto aos bilhetes simples como ao zapping ou passes diários.
Qual é a diferença entre o Navegante Municipal e o Navegante Metropolitano?
O Navegante Municipal (30€/mês) permite viagens ilimitadas apenas dentro do concelho de Lisboa, enquanto o Navegante Metropolitano (40€/mês) abrange toda a Área Metropolitana de Lisboa, incluindo municípios como Sintra, Cascais e Almada. A escolha entre os dois depende da zona onde vai circular com mais frequência.
É possível viajar com bicicleta no metro de Lisboa?
Sim, mas apenas fora das horas de ponta: das 10h00 às 16h00 e após as 20h30 nos dias úteis, e livremente aos fins de semana e feriados. As bicicletas devem ser transportadas de forma a não incomodar os outros passageiros. Trotinetes também são permitidas nas mesmas condições.
O que acontece se não validar o cartão à saída do metro?
Se não validar o cartão à saída, o torniquete não abre e poderá ser multado em caso de fiscalização. Além disso, o sistema não regista corretamente a viagem, o que pode resultar em cobranças adicionais. Esta regra aplica-se tanto ao cartão Viva Viagem como aos pagamentos contactless.
Quais são as estações de metro mais acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida?
A maioria das estações de metro em Lisboa tem elevadores e rampas, mas algumas são mais acessíveis do que outras. Estações como a do Oriente, Alameda e São Sebastião são exemplos de locais com boa acessibilidade. No entanto, é sempre aconselhável verificar antecipadamente no site do Metropolitano de Lisboa, pois algumas estações podem estar em obras ou com elevadores temporariamente fora de serviço.











